algo novo se posta junto da poltrona onde


talvez estivéssemos inocentemente vendo televisão. uma palavra ouvida, uma frase lida, um rosto novo, um velho conhecido, um quase-nada nos toca. saímos do gostoso torpor, botamos a cabeça fora do casulo para ver melhor.
podemos optar:
vou ficar dormindo.
vou até a próxima esquina ver o que acontece.
esse momento define a continuação de uma existência em movimento ou cristalizada, afinada ou fora de sintonia.
essa possibilidade de escolher assusta mas é apenas um sinal de que estamos embarcados, estamos em movimento e em transformação.
mesmo agora aquela nossa bagagem de tendências inatas, influência alheia e experiências vividas vai determinar como serão os próximos anos. e, atenção: isso acontece a qualquer instante - se ainda não estivermos empalhados.
"o que há com você?", perguntam os amigos.
"você parece tão bem!", dizem os colegas.
"ouvi você cantando no banheiro!", comentam os filhos.
aos poucos esse novo sopro de ar, que pode ser um projeto, um trabalho, uma viagem, uma amizade nova ou um amor, vai-se delineando melhor. sua voz é clara e chama o nosso nome.
talvez a gente nem compreenda ainda, mas a sorte - que prepara as armadilhas boas e ruins onde fatalmente cairemos porque estamos vivos - sorri acenando com a nossa nova amante: a vida.
o futuro pousa outra vez na nossa mão. 
                                                                       
            
                                                                                   
                                                                                                imagem internet

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