elena deixava que a boca e as mãos de pierre
encontrassem todos os seus recantos secretos e neles repousassem, caindo num sonho de envolventes carícias, inclinando a cabeça sobre a dele quando pierre colocava a boca em sua garganta, beijando as palavras que ela não podia pronunciar. ele parecia adivinhar onde ela queria ser beijada a seguir, que parte do seu corpo estava exigindo ser aquecida. às vezes os olhos de elena se desviavam para os próprios pés e era eles que pierre beijava. ou então era embaixo do seu braço, no cavado das suas costas ou ainda onde o estômago descia num vale onde começavam a aparecer os pelos da raposinha, ainda muitos esparsos e claros.
pierre se esticava como um gato para ser acariciado. às vezes jogava a cabeça para trás, fechava os olhos e deixava que ela o cobrisse com beijos muito delicados, prenúncio dos beijos violentos que se seguiriam. quando não podia mais aguentar os leves toques de seda, ele abria os olhos e oferecia a boca, fruto maduro sobre o qual elena caía vorazmente, como se dele quisesse retirar a própria fonte da vida
