Hoje, o coração pulsa devagar.

As emoções tocam a superfície como ondas que não se explicam — só se sentem.
Há dias em que tudo parece mais vivo: o amor, a falta, o que ainda dói, o que já floresceu.
E é nesse espaço sutil, entre o que parte e o que fica, que o amor-próprio se revela.

Não como muralha, mas como abrigo.
Aceitar a própria vulnerabilidade é dizer: eu me permito ser inteira, mesmo quando tremo.
Porque ser sensível não é fraqueza — é presença. É estar viva para tudo o que a vida sussurra, mesmo quando o som é de silêncio.

“Antigamente, se alguém tivesse um segredo que não quisesse partilhar, subia uma montanha… encontrava uma árvore, fazia um buraco nela e sussurrava o segredo para dentro do buraco.”
Amor à Flor da Pele (Wong Kar-Wai)

 


No silêncio, Mary.





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