Quando o Amor Aprende a Ficar

 

Há um instante em que o amor deixa de ser promessa e se torna presença.

Não é mais sobre dizer “eu te amo” — é sobre estar ali, inteiro, enquanto o outro respira.
É olhar e ver.
É ouvir e compreender, mesmo quando o silêncio fala mais que qualquer palavra.

Presença é o chão onde o amor cresce.
Sem ela, o amor vira ideia, desejo, lembrança — mas não raiz.

Presença é alma desperta.
É quando o toque é um gesto de atenção,
quando o abraço é abrigo,
quando a conversa é ponte.
É quando o tempo desacelera
e os dois se encontram não só no corpo,
mas no instante.

Erich Fromm dizia que “amar é uma arte” — e toda arte pede prática.
Estar presente é uma prática.
Requer escutar sem preparar resposta,
olhar sem julgamento,
acolher sem querer consertar.
Requer coragem para permanecer mesmo quando o amor mostra suas sombras.
Porque o amor verdadeiro não é o que sempre brilha —
é o que suporta a pausa, o intervalo, o respiro.

A presença no amor é fusão e é parceria.
É quando duas almas dançam,
cada uma com seu ritmo, mas se encontram no sentir.
É estar junto, inteiro.


Mary




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