Sobre o amor inteiro


Hoje ouvi o senhor Dick falar sobre o amor da vida dele.

Ele contou, com lembrança no olhar:
“Eu simplesmente me aproximei e dei um beijo nela.
Daquele dia em diante, eu sempre encontrei maneiras de dizer uma versão ‘eu te amo’, é claro.”

Depois sorriu:
“Eu me apaixonei pela covinha no rosto,
mas fui inteligente o bastante para me casar com a garota por inteiro.”

E talvez amar seja isso mesmo…
ir descobrindo o outro aos poucos,
no tempo em que o sentir permite.

Sem pressa, sem certezas,
mas com vontade de ficar e construir.

Porque o amor não precisa prometer eternidades,
ele só precisa de dois que escolhem, todo dia,
um jeito bonito de continuar juntos.

Mary







 

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