Tudo o que é verdadeiro encontra o caminho de volta
Há algo de silenciosamente sábio no que é verdadeiro.
Ele não se apressa, não exige, não precisa provar nada.
Apenas permanece, mesmo quando o tempo parece levar tudo.
O que é verdadeiro conhece o caminho de volta.
Às vezes retorna como lembrança — um cheiro familiar, uma música que reaparece, uma conversa que parece retomar de onde parou.
Outras vezes, volta em forma de gente — mais madura, mais consciente, mais pronta.
Mas nem sempre o “voltar” é sobre reencontros do lado de fora.
Muitas vezes é sobre o retorno a nós mesmos — ao que deixamos de sentir, de cuidar, de ouvir.
O verdadeiro não se perde; ele apenas muda de forma até que possamos reconhecê-lo de novo.
O amor, quando é real, também faz esse caminho discreto.
Pode se afastar por um tempo, mas não se apaga.
Fica guardado em algum canto do coração, esperando o instante certo para florescer outra vez — talvez no mesmo lugar, talvez em outro.
No fim, o que é verdadeiro não tem pressa.
Ele sabe esperar o tempo da alma, o amadurecer da consciência, o instante em que o encontro é possível.
Mary
